Bacharelou-se em Direito na Universidade Federal do Maranhão em 1953, onde na mesma época ingressou na Academia Maranhense de Letras. Ao lado de famosos escritores como Bandeira Tribuzi e Ferreira Gullar, fez parte de um movimento literário difundido através da revista que lançou o pós-modernismo no Maranhão, A Ilha, da qual foi um dos fundadores. Ingressou na carreira política em 1954 quando, filiado ao Partido Social Democrático (PSD), foi eleito suplente de Deputado Federal[2], sendo portanto, o parlamentar mais antigo em atividade no Congresso Nacional.[3] Não conformado com a liderança partidária de Vitorino Freire, migrou para a União Democrática Nacional (UDN), onde foi eleito Deputado Federal em 1958 e 1962 e, com o apoio do Presidente Castelo Branco, elegeu-se Governador do Maranhão em 1965. Pela ARENA, foi eleito Senador em 1974 e 1978. Presidiu o ARENA e seu sucessor Partido Democrático Social (PDS) durante o governo de João Figueiredo. Na eleição presidencial brasileira de 1985, descontente com a candidatura de Paulo Salim Maluf à presidência, Sarney retirou-se da presidência do PDS para criar o Partido da Frente Liberal (PFL) e assim, construir uma Aliança Democrática com o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e concorrer à vice-presidência, junto à chapa de Tancredo Neves.[4]
Tancredo e Sarney foram eleitos com 72,40% dos votos; a posse de Neves viria a ocorrer em 15 de março, porém o presidente-eleito veio a falecer em 21 de abril, vindo Sarney a assumir a Presidência do Brasil. Seu mandato caracterizou-se pela consolidação da democracia brasileira, mas também por uma grave crise econômica, que evoluiu para um quadro de hiperinflação e moratória. Uma de suas medidas de maior destaque foi a criação do Plano Cruzado, em 1986, que a princípio teve efeito na contenção dos preços e no aumento do poder aquisitivo da população. O plano perdeu sua eficiência com uma grave crise de abastecimento, a cobrança de ágio disseminada entre fornecedores e a volta da inflação. Outros planos posteriores vieram, como o Plano Bresser e o Plano Verão, sem sucesso no combate à escalada inflacionária.
O governo Sarney notabilizou-se pela sua condução do processo de redemocratização do país.[5][6][7] Em 1985, realizaram-se as primeiras eleições diretas para prefeito das capitais em vinte anos. Meses antes foram legalizados os partidos políticos até então clandestinos e extinta a censura prévia. Em 1986, ocorreram as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, a qual promulgou a Constituição brasileira de 1988 em 5 de outubro de 1988. Foi no governo dele que houve a Eleição presidencial brasileira de 1989, a primeira eleição presidencial direta do país desde a eleição de Jânio Quadros em 1960. Em 2009, como Senador pelo Amapá, foi eleito pela terceira vez Presidente do Senado Federal do Brasil, onde em sua regência, recebeu críticas internacionais, que comentavam sua chefia em oligarquias e acusava-o de nepotismo
Pessoal
Nascido José Ribamar Ferreira de Araújo Costa[11] no estado do Maranhão, filho de Sarney de Araújo Costa e de Kiola Ferreira de Araújo Costa.Em 1965, adotou legalmente o nome de José Sarney de Araújo Costa, o qual já utilizava para fins eleitorais desde 1958 por ser conhecido como "Zé do Sarney", isto é, "José filho de Sarney".[12]
Fez os estudos secundários no Colégio Marista e no Liceu Maranhense, cursando depois a Faculdade de Direito da atual Universidade Federal do Maranhão, pela qual se bacharelou em 1953. Nessa época ingressou na Academia Maranhense de Letras. Ambos os cursos foram realizados em São Luís.
Segundo Mauricio Vaitsman, ao lado de Bandeira Tribuzzi, Luci Teixeira, Lago Burnet, José Bento, Ferreira Gullar e outros escritores, fez parte de um movimento literário difundido através da revista que lançou o pós-modernismo no Maranhão, A Ilha, da qual foi um dos fundadores. Anteriormente dirigiu o suplemento literário do jornal O Imparcial.Carreira política
Carreira política
Ingressou na vida pública na década de 1950. Eleito suplente de deputado federal pelo PSD em 1954[2] chegou a exercer o mandato em virtude de convocação. É portanto o parlamentar mais antigo em atividade no Congresso Nacional.[3]A partir dessa experiência renegou a liderança de Vitorino Freire, migrou para a UDN e foi eleito deputado federal em 1958 e 1962 (foi líder do governo Jânio Quadros) e contou com o apoio do presidente Humberto de Alencar Castelo Branco para sepultar o vitorinismo e eleger-se governador do Maranhão em 1965. Pela ARENA foi eleito senador em 1970 e 1978, presidindo tanto este partido quanto o seu sucedâneo, o PDS. Pelo PMDB foi Presidente da República (1985-1990) e eleito senador pelo Amapá em 1990, 1998 e 2006.
Na sua posse como governador do Maranhão em 31 de janeiro de 1966, o cineasta Gláuber Rocha produziu o documentário Maranhão 66, que mesclava cenas da posse com cenas do povo maranhense. Posteriormente, José Sarney rejeitou o trabalho de Gláuber, que era seu amigo pessoal. Ficou no cargo por quatro anos.
Sarney era o presidente do PDS, partido do governo Figueiredo.O partido tinha maioria no Colégio Eleitoral para eleger, de forma indireta, seu candidato. Para a eleição presidencial de 1985, descontentes do PDS com a indicação de Paulo Salim Maluf como candidato do governo provocaram um racha no partido criando, sob a liderança do próprio presidente do PDS , José Sarney, o Frente Liberal. Com isso possibilitou ao PMDB chegar ao poder de forma indireta. e em troca foi indicado para compor, como candidato a vice-presidente, a chapa da Aliança Democrática, encabeçada por Tancredo Neves.[4].A chapa Tancredo/Sarney venceu as eleições indiretas, Tancredo Neves faleceu antes de ser empossado e seu vice governou integralmente o mandato conseguido pela oposição.
Após deixar a presidência, em 1990, Sarney continuou sua trajetória política como senador pelo estado do Amapá. Foi presidente do Senado Federal de 1995 a 1997 e de 2003 a 2005, cargo que ocupa novamente desde 2 de fevereiro de 2009. Cumpre ressaltar que o presidente do Senado é também presidente do Congresso Nacional.
José Sarney é pai de Roseana Sarney, atual governadora do Maranhão, do deputado federal Sarney Filho e do empresário Fernando Sarney. A família controla o conglomerado Sistema Mirante de Comunicação, dono de três emissoras e dezenas de retransmissoras de televisão Rede Mirante (afiliadas à Rede Globo), seisemissoras de rádio (Rádio Mirante AMs e FMs e o jornal O Estado do Maranhão.
Sarney é hoje o que a sociedade democrática mais repudia, símbolo da ditadura militar (muitos o tem como o resquício da ditadura militar, já que foi eleito governador do Maranhão com apoio de ditadores), do autoritarismo e da corrupção (já que seu nome, de sua família e de sua oligarquia se encontra envolvido em inúmeros escândalos, tais como remessa ilegal de dinheiro para o exterior, apropriação da terra no Estado do Maranhão, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, improbidade adiministrativa, tráfico de influência e há especulação de pistolagem no Estado do Maranhão entre as décadas de 1980 e 1990). Mesmo assim nunca foi condenado por nenhum de seu supostos crimes, o que mostra a grande influência que detém no cenário político nacional.
No Maranhão a família Sarney é especulada de manter íntima relação com o TRE-MA, situação que favorece seus desmandos no estado. Condição que foi ainda mais tida como certa pela razão de o presidente do TRE-MA ter si candidato a deputado estadual pelo PMDB (partido de Roseana Sarney, João Alberto e Edison Lobão).
Sarney foi eleito vice-presidente da República na chapa de Tancredo Neves, por eleição indireta, superando a chapa do candidato Paulo Maluf. Assumiu a presidência, como vice-presidente, em 15 de março de 1985, diante do adoecimento de Tancredo Neves. Com o falecimento de Tancredo em 21 de abril, tornou-se o titular do cargo de presidente da República.
Sua posse foi tensa pois havia dúvidas constitucionais sobre se era Sarney ou o presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães, quem deveria assumir a presidência da República. Foi decisivo para sua posse o apoio do general Leônidas Pires Gonçalves indicado por Tancredo Neves para Ministro do Exército que apoiou a posse de Sarney.
Seu mandato caracterizou-se pela consolidação da democracia brasileira, mas também por uma grave crise econômica, que evoluiu para um quadro de hiperinflação histórica e moratória.
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